REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM NA PERSPECTIVA DE ESTUDANTES
Palavras-chave:
modelos organizadores, gênero, educação em enfermagemResumo
Resumo
Este estudo objetivou investigar as representações de estudantes de enfermagem sobre o trabalho da(o) enfermeira(o) numa perspectiva de gênero, durante o processo de formação. A pesquisa utilizou uma amostra de 41 alunos do curso de enfermagem (1oe 9o semestres), sendo aplicado a estes um questionário aberto, o qual foi analisado a partir do conceito de modelo organizador além dos estudos críticos de gênero. Constatou-se com os dados da pesquisa que os alunos e alunas, que iniciam na vida acadêmica dentro do curso de enfermagem, têm representações sobre os comportamentos de gênero com menos estereótipos e com certa problematização acerca da divisão sexual da profissão de enfermagem. No âmbito da formação, a partir do momento em que estes alunos passam a conviver com as práticas de enfermagem, que estão impregnadas de estereótipos, em diferentes contextos, a visão que antes era considerada como generalizada, passa a ser cristalizada delimitando as práticas dentro desta profissão. Os dados apontam para a necessidade dos cursos de formação empreenderem uma problematização sobre as relações de gênero no contexto das práticas de enfermagem, dado que elas parecem reforçar estereótipos negligenciando uma ação profissional democrática e igualitária no campo profissional.
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