TRANSMIDIALIDADE E COGNIÇÃO EM CONTEXTO EDUCACIONAL
Palavras-chave:
narrativa, transmídia, semiose, esquemas cognitivos, escrituraResumo
Há cerca de duas décadas (2000-), o surgimento de estudos sobre narrativas transmídia, impulsionados pela publicação da obra Convergence Culture, de Henry Jenkins, deu relevo a um novo estatuto da produção textual, pautado no convite para a maior participação do leitor na construção do texto com base na convergência tecnológica. Os sistemas tradicionais de escritura viam-se, como ocorre de tempos em tempos, em face de um novo paradigma tecnológico, que, por sua vez, instaura uma nova forma de estar no mundo e significar o mundo. Nos estudos voltados para contextos educacionais, as possibilidades abertas pelo uso deste recurso ganharam espaço em textos ensaísticos, sem, contudo, ser verificada uma efetiva implementação de estratégias e práticas evidenciadas por artigos de base empírica. O presente artigo busca discutir, a partir de um estudo de caso centrado na tentativa de implementação do uso de narrativas transmídia, os desafios e dificuldades para a exequibilidade do projeto em um contexto educacional. Observou-se que a transmidialidade demanda esquemas cognitivos próprios, articulando áreas e procedimentos corticais específicos que buscam dar conta dos diferentes graus de complexidade que atravessam a semiosfera de docentes e discentes, bem como realidades culturais que contribuem para o pensar e o sentir. Foram observadas matrizes conflitantes de significação sobre o objeto e sua usabilidade entre docentes e discentes, que se puseram como obstáculos cognitivos para compreensão da nova lógica do sistema de escrita e leitura transmidiática, bem como a persistência hegemônica da lógica impressa na prática educacional.
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